Reinterpretar a arquitetura diplomática através da renovação contextual, em vez da demolição.
Visão geral do projeto
Em 2015, o concurso de arquitetura para a Embaixada de França em Banguecoque propôs uma transformação estratégica de um complexo diplomático existente, situado num contexto urbano altamente degradado. Encomendado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, o projeto foi desenvolvido pela ADPI, com Mabel Miranda a desempenhar o papel de arquiteta principal. Em vez de prosseguir com a demolição total e a reconstrução — como inicialmente sugerido no briefing —, a proposta defendeu uma abordagem mais sustentável e sensível ao contexto, através da reabilitação das instalações existentes combinada com uma nova extensão cuidadosamente integrada.
Principal desafio
O principal desafio residia em redefinir a imagem e a presença da Embaixada no seu bairro, respeitando simultaneamente os requisitos de segurança diplomática, as necessidades funcionais e as condições urbanísticas locais. O projeto tinha de modernizar as instalações da embaixada, reforçar o seu papel simbólico e melhorar o desempenho ambiental, minimizando ao mesmo tempo as perturbações e preservando as estruturas existentes sempre que possível.
A nossa abordagem
O projeto propôs uma linguagem arquitetónica radical, mas respeitosa: um edifício branco caracterizado por formas angulosas e inclinadas, inspiradas na arquitetura vernácula tailandesa. Esta interpretação contemporânea estabeleceu uma identidade forte, mantendo ao mesmo tempo um diálogo com as referências climáticas e culturais locais. A intervenção combinou a renovação de um edifício existente com a construção de uma nova ampliação, criando um conjunto coeso que equilibrava modernidade, tradição e sustentabilidade. Esta abordagem demonstrou como a reutilização adaptativa e a ampliação podem concretizar uma ambição arquitetónica sem recorrer a uma reconstrução total.






