Uma transformação a nível nacional das infraestruturas aeroportuárias, redefinindo a mobilidade através de um design centrado no ser humano, de uma maior clareza operacional e de uma profunda ligação ao local.
Valor acrescentado
Visão geral do projeto
A Fase 1B do programa de modernização dos aeroportos de Cabo Verde prevê um conjunto coordenado de intervenções em cinco aeroportos principais: Sal, Praia, Boa Vista, São Vicente e Maio. O âmbito do projeto inclui ampliações específicas, remodelações em grande escala, reconfigurações da zona pública e a criação de novas instalações operacionais. Cada aeroporto responde ao seu contexto específico — desde centros de turismo internacional a portas de entrada para as comunidades locais —, ao mesmo tempo que, coletivamente, melhora a capacidade, a eficiência e a experiência dos passageiros em toda a rede nacional.
Principal desafio
Equilibrar as diversas necessidades operacionais, as limitações dos locais e os perfis dos passageiros em várias ilhas, mantendo simultaneamente o funcionamento contínuo dos aeroportos e garantindo uma visão coerente. O programa exigiu a adaptação a condições variáveis — desde limitações espaciais e exposição climática até restrições logísticas e padrões culturais de utilização distintos — sem impor uma solução única para todos os casos.
A nossa abordagem
A estratégia de design assenta numa estrutura unificada, mas adaptável. Cada aeroporto é abordado como um ecossistema único, onde as intervenções dão prioridade à otimização dos fluxos, à clareza espacial e ao conforto dos utilizadores. As áreas do lado público são repensadas para melhorar a acessibilidade e a segurança, enquanto os interiores dos terminais são reorganizados para aumentar a eficiência operacional e facilitar a circulação dos passageiros.
Os princípios de design passivo e sensível ao clima estão presentes em todo o projeto — maximizando a ventilação natural, a luz natural e o sombreamento para reduzir o impacto ambiental. A escolha dos materiais privilegia os recursos locais e a continuidade cultural, reforçando a identidade em todos os locais. Nos casos em que a expansão é limitada, a reconfiguração espacial e as soluções flexíveis — tais como portões giratórios e estruturas modulares — permitem explorar novas capacidades dentro das áreas existentes.
Em todas as intervenções, a arquitetura funciona tanto como infraestrutura como experiência: orientando a circulação, reduzindo o atrito e criando ambientes intuitivos e legíveis que respondem à escala humana.
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